Violência

Oiapoqui, no Amapá, pode ser local de sepultamento de corpos de guerrilheiros mortos no Araguaia

Os corpos de guerrilheiros assassinados depois de rendidos, no Araguaia, na década de 70, podem estar sepultados no Oiapoqui, no Estado do Amapá, segundo estudos da Comissão Estadual da Verdade amapaense.

De acordo com os estudos, o possível paradeiro das vítimas seria Clevelândia do Norte, uma vila do Oiapoqui, que fica a 600 quilômetros de Macapá. Agora, o Ministério Público Federal do Amapá que localizar os corpos.

Há uma sentença em aberto pronunciada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ainda não cumprida devidamente que impõe ao Brasil a obrigação de localizar desparecidos durante a ditadura.

Segundo a sentença, o Brasil “deve realizar todos os esforços para determinar o paradeiro das vítimas desaparecidas e, se for o caso, identificar e entregar os restos mortais a seus familiares”.

Também, na decisão da Corte Interamericana, exige-se que o Brasil oficialize “um pedido de desculpas às vítimas de violações aos direitos humanos praticadas pelo governo do extinto Território Federal do Amapá durante a ditadura militar”

Mais informações ACESSE AQUI.

 

Economia · Violência

Expectativas no consumo animam comércio em Campo Grande; quadrilha especializada em roubo de automóveis é presa.

Crédito da Foto: site do Shopping Campo GrandeExpectativas no consumo animam comércio em Campo Grande; quadrilha especializada em roubo de automóveis é presa.

_Sinopse MS_

Edição: *Sérgio Botêlho*

*Manchete e submanchetes do portal do Correio do Estado*. Operação Shirak. Quadrilha especializada em furto e desmanche de veículos é presa/

CONSUMO. Dia dos Namorados poderá movimentar R$ 150 milhões no comércio do Estado. Consumidor vai gastar 20% menos com presentes em relação a 2017

CAMPO GRANDE. Passageiros reclamam de estrutura e superlotação nos ônibus. Novos veículos estão previstos somente em agosto/

INFLAÇÃO ABRIL. Consumo baixo mantém inflação estável em Campo Grande/

Pelo 3º mês consecutivo grupo alimento teve deflação/

Macroanel Campo Grande. Caminhão caçamba tomba em área de descarte de entulhos/

Novo atendimento. Com mudanças, mais segurados podem ter atrasados no INSS/

Falha técnica. Aeronave da FAB que vinha para Campo Grande faz pouso forçado em MT/

Benefício. Fachin anula decisão que cortava pensões de 19.520 filhas de servidores/

Na prisão. Defesa pede volta de benefícios de ex-chefe de estado para Lula/

Circo com tradição de 200 anos faz apresentações na Capital/

Condenados na Itália. Brasileiros são condenados por fraude em cidadania italiana/

Funsat Itinerante estará em 3 bairros da Capital/

Luz da Infância 2. Investigação contra pornografia infantil começou há 6 meses/

PNAD. Estado tem 104 mil analfabetos com 15 anos ou mais/

Parceria. Uems e Feirona preparam registro de patrimônio/

Alguns políticos e dirigentes de órgãos e empresas estatais estão armando “visitas e palestras” de pré-candidatos nas próximas eleições, como se isso fosse prática comum desde sempre. Em verdade, trata-se de campanha eleitoral escancarada, o que é terminantemente proibido. É impressionante, para não dizer outra coisa, como algumas figurinhas se julgam suficientemente espertas para burlar regras.

eleições 2018 · Violência

Investigadores e policiais são presos por contrabando; há um arquiteto e um policial civil entre presos por pornografia infantil

Investigadores e policiais são presos por contrabando; há um arquiteto e um policial civil entre presos por pornografia infantil

Sinopse MS

Edição: Sérgio Botêlho

Manchete e submanchetes do portal do Correio do Estado.

Operação nacional. Entre presos por pornografia infantil há arquiteto e policial civil

TRANSPORTES. Prefeitura realiza sorteio de vagas em concorrência de táxi e mototáxi. Neste sábado serão oferecidas 183 vagas de táxi, enquanto para mototáxi serão 141/

DOURADOS. Governo libera R$ 32 mi para reforma de aeroporto no interior. Pista em Dourados tem limitação para dias de chuva/

EM PONTA PORÃ. Comerciante de carros usados é executado com sete tiros. Motivações do crime são investigadas; arma foi localizada/

‘QUADRILHA DE FARDA. ‘Corregedoria inicia processo para avaliar expulsão de PMs/

Justiça.TRF4 nega último recurso e autoriza prisão de José Dirceu/

OPORTUNIDADE. Imasul abre seleção para contratação temporária, com salário de até R$ 2,6 mil/

Número de homicídios no Brasil é 5 vezes maior que a média mundial/

Anúncio oficial. Brasil não poderá exportar pescados para a União Europeia/

EM PONTA PORÃ. Paulista vestido de padre é preso tentando traficar/

Segurança pública. Secretário pretende armar até guardas das escolas/

BALANÇO CEASA. Compilação produzida pela Conab apresenta dados de comercialização. Região Sudeste continua liderança, responsável por 55% da produção/

‘QUADRILHA DE FARDA. ‘Corregedoria inicia processo para avaliar expulsão de PMs presos. Segundo comandante-geral, não há prazo para conclusão dos processos/

FUNDO ESPECIAL. Emendas parlamentares somam R$ 1,78 milhão em repasses para saúde. Rio Brilhante, Sidrolândia e Campo Grande concentraram valores.

Manchete e submanchetes do jornal Correio do Estado

Capa

Policiais civis também atuavam em contrabando. Corrupção. Os 21 policiais militares presos anteontem não são os únicos agentes públicos envolvidos na facilitação de contrabando de cigarros paraguaios. Integrantes da Polícia Civil também atuavam no esquema, confirmou a Secretaria de Justiça e Segurança Pública/

Investigadores são alvo de operação contra pornografia infantil. Em Mato Grosso do Sul, sete pessoas (foto) foram presas como parte de operação nacional de combate à pornografia infantil na internet. Pelo menos dois dos suspeitos (um deles preso) são policiais civis. Em todo o Brasil, são 132 envolvidos/

Na prisão. Lula perde regalias que tinha por ser ex-presidente/

Crédito. Empresas terão R$ 10 bilhões com Cadastro Positivo/

Caiu para 8,4%. Pesquisa aponta redução do desemprego em MS/

Campo Grande. Câmara aprova eleições diretas para diretor no município/

Odilon só aceita alianças com “boas intenções”/

No estado. Seca deve elevar preço do leite em 7,43%/

Águas quer reajuste. Sem poder cobrar a tarifa mínima de água (foto) e esgoto, a Águas Guariroba insiste no reajuste para a prestação dos dois serviços. a concessionária já recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter decisão sobre extinção da cobrança mínima/

Massa de ar frio chega ao Estado neste fim de semana.

Página 3 – Política

Eleições 2018. Odilon diz que só aceita DEM se aliança for com boas intenções. Juiz federal esteve em Dourados para receber a visita do candidato à Presidência Álvaro Dias. Agenda presidenciável. Odilon esteve em Dourados para receber o senador e pré-candidato à Presidência da República Álvaro Dias (Podemos). O partido declara apoio ao juiz, porém, Odilon foi categórico ao dizer que mantém o apoio ao pré-candidato do seu partido, Ciro Gomes/

Le Monde. Jornal francês publica manifestos por liberdade e candidatura de Lula. Hollande, ex-presidente da frança, foi um dos defensores do petista.

Manchete e submanchetes do portal MidiaMax. Policial, engenheiro e arquiteto estão entre presos em MS por suspeita de pedofilia. Suspeitos devem permanecer presos/

Lá vem frio: fim de semana em MS terá chuvas no sábado e mínima de 5°C no domingo. Frente fria chega nesta sexta-feira e as temperaturas caem acentuadamente no domingo/

Jovem encontrada decapitada foi ameaçada por traficante de drogas, aponta investigação. Joice foi encontrada decapitada e com as mãos amarradas para trás/

Engenheiro diz que baixava pornôs enquanto dormia e ‘não sabia que tinham crianças’. Foi decretada prisão preventiva dele/

Imasul abre processo seletivo para analista e técnico com salário de até R$ 2,6 mil/

Com três mortes confirmadas em uma semana, vítimas da gripe chegam a 10 em MS/

Suspeito de ligação com o Estado Islâmico será transferido para presídio de MS.

Manchete e submanchetes do portal Campo Grande News

“Luz da Infância 2”. Operação contra pedofilia prende 7 e recolhe vasto material em MS/

Ponta Porã-Pedro Juan. Carne contrabandeada que entrou por MS provoca crise no Paraguai/

“É PM prendendo PM”. Comandante admite dificuldade para substituir praças presos em operação/

Educação. Após polêmica, Câmara aprova eleição para diretores de escolas e Ceinfs.

Economia · eleições 2018 · Violência

Trânsito em São Paulo tem acréscimo de mortes; Rotina de violência contra a mulher complica a vida do juiz da Corte de Direitos Humanos; Zona Franca de Manaus sofre denúncias

Trânsito em São Paulo tem acréscimo de mortes; Rotina de violência contra a mulher complica a vida do juiz da Corte de Direitos Humanos; Zona Franca de Manaus sofre denúncias

PORTAIS DE NOTÍCIAS:

Manchete e destaques da hora de O Globo online: Áudios revelam agressões de juiz da Corte de Direitos Humanos à ex-mulher. Material obtido pelo GLOBO indica uma rotina de violência de Roberto Caldas contra Michella Marys/

‘Ai! Credo, doeu!’, diz ex-mulher de juiz ao ser agredida e xingada de ‘cachorra mentirosa’. Gravações foram feitas pela própria Michella Marys/

Roberto Caldas deixa Corte Interamericana após ser acusado de agressão pela ex-mulher. Segundo seu advogado, agressões foram das duas partes/

Moro manda Polícia Federal abrir inquérito contra Beto Richa. Caso estava no STJ. PF tem 30 dias para concluir investigações com base em delações da Odebrecht sobre o ex-governador/

Apontado como operador de propinas do PSDB em SP, Paulo Preto deixa prisão. Ex-diretor da Dersa saiu da penitenciária de Tremembé após decisão do ministro Gilmar Mendes/

Fora da disputa, Bernardinho apresenta pré-candidatos. Técnico diz que estado chegou ‘ao fundo do poço’/

Marina diz que buscará votos de eleitores de Lula e Barbosa. Pré-candidata da Rede à Presidência defende mudanças e diz que PT, PSDB e PMDB ‘já tiveram suas chances’/

Em evento do Novo, ex-presidente do BC defende privatizar Petrobras. Gustavo Franco afirmou que não basta à estatal mudar práticas internas/

Meirelles vai usar Lula em sua pré-campanha à Presidência. Ex-ministro veiculará vídeos em que é elogiado pelo ex-presidente petista, em cujo governo foi presidente do BC nos dois mandatos/

 

Manchete e destaques da hora do Estadão online: Mais de 41 mil vítimas. Após cinco anos em queda, mortes no trânsito têm alta de 23% em 2017. De cada quatro acidentes no País, três envolvem motocicletas, aponta o DPVAT/

Temer deixa de cumprir promessas de programa/

BR18: Bolsonaro não voa mais abaixo do radar. Isso acabou. Sua desastrada fala comparando autorização para execuções na ditadura com tapa no bumbum de uma criança mostra que cada derrapada, a partir de agora, poderá ter alto custo nas suas pretensões eleitorais/

Mãe PM reage a assalto na porta de escola e ladrão morre/

Advogado de Brasília. ‘Vou pegar uma faca e vou te matar’, disse Roberto Caldas, segundo ex-mulher/

Ex-governador do PR. Moro manda abrir inquérito contra Beto Richa/

Rio de Janeiro. Arma utilizada para matar Marielle e Anderson foi uma submetralhadora/

Paris. Autoridades francesas identificam autor de ataque reivindicado pelo EI/

Crise. Colapso econômico volta a assombrar os argentinos.

 

Manchete e destaques da hora da Folha online: Zona Franca dá incentivo a beneficiário do Bolsa Família. Outro lado: 1,3 milhão de notas fiscais não foram checadas e só há 5 agentes para cargas/

Tragédia dos sem-teto. Centro de SP é repovoado aos poucos, mas patina em ações de revitalização. Resolver habitação social é chave para a área, dizem urbanistas/

Odebrecht abastecia setor de propinas com caixa dois de venda de imóveis. Empresa aceitava pagamento sem registro/

Elio Gaspari: A CIA achou que Geisel dominaria a ‘tigrada’. O general sabia que havia uma matança, autorizou que continuasse e os americanos acharam que ele a controlaria/

Janio de Freitas: Teor do documento da CIA não muda só os papéis alardeados dos ditadores/

Palanque fashion começa a agitar bastidor eleitoral. Sem Lula, esquerda revela racha também em guarda-roupa; influenciada por jovens, direita aposta em ‘visual top’/

Vinicius Torres: Para políticos do centrão, Alckmin é opção de última instância/

‘Fake News’ entra no currículo para testar senso crítico de vestibulandos. Escolas ajudam alunos a desenvolver capacidade crítica e avaliar notícias.

 

 

 

Política · Violência

Agenda: Senado privilegia segurança pública nesta semana

Plenário do Senado durante sessão deliberativa extraordinária.
presidente do Senado, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE);
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Agenda do Senado Federal

Garantir as verbas orçamentárias destinadas à segurança pública contra eventuais contingenciamentos determinados pelo governo federal é tema de projeto que deve ser votado na próxima semana pelo Senado Federal. A proposta é de autoria do senador Flexa Ribeiro, do PSDB paraense.

O projeto vai à votação com o selo da urgência, já determinada pelos senadores, com o apoio do próprio presidente do Senado, Eunício Oliveira, do PMDB cearense, fazendo parte de um esforço que a Casa vem se impondo em favor de uma pauta que privilegie o setor da segurança pública.

Aprovar neste momento um projeto que proíbe contingenciamento em uma área tão sensível a todos os brasileiros como é a segurança pública é importante para que a gente possa dar a condição de que o Brasil volte a ter tranquilidade“, considera Eunício Oliveira.

Move os senadores o elevando grau de preocupação que o quesito segurança pública alcançou no meio da população, alarmada com os altos índices de criminalidade, que já provocou uma intervenção federal no setor, relativamente ao Estado do Rio de Janeiro.

À medida que cresce a percepção do perigo, e, por conseguinte, faz crescer o medo popular, aumenta, na mesma proporção, exigências por ações efetivas do poder público contra a violência e a criminalidade, o que pressupõe, evidentemente, a disponibilização de verbas públicas.

É sabido que esse é apenas um dos aspectos da luta empreendida pelos setores da segurança pública, isto é, o de verbas para o combate à criminalidade, mas, não menos importante. Por isso, a preocupação da Mesa do Senado Federal em buscar uma solução que proteja recursos, para esse fim, dos cortes orçamentários.

O que é contingenciamento

Vez por outra, alguns anos, mais, outros, menos, o governo se vê na obrigação de retardar, ou, ainda, deixar de executar itens da Lei Orçamentária votada pelo Congresso Nacional no ano anterior.

A limitação referida normalmente é definida logo no início do ano, quando o governo emite um Decreto de Contingenciamento, listando as verbas que serão contingenciadas.

 

 

 

eleições 2018 · Política · Violência

Clima envenenado em Brasília

Congresso Nacional

Sérgio Botêlho

A semana terminou na Câmara dos Deputados sem que fossem compostas as comissões permanentes da Casa. É nas comissões permanentes onde começam os debates e as votações sobre as diversas matérias em tramitação na Casa.

O processo ficou para a próxima semana, mais cheia, e mais propícia a decisões, embora o clima esteja bastante envenenado no parlamento devido à tumultuada conjuntura nacional em virtude dos fatos de conhecimento geral.

A denúncia do ministro Fachin, sobre ameaças a ele e sua família, os ataques a tiro à caravana do ex-presidente Lula, e, ainda, a falta de solução para o assassinato da vereadora Marielle Franco, acirraram as acusações mútuas entre petistas e anti-petistas.

Ontem, os pré-presidenciáveis condenaram os ataques à caravana de Lula, posição também assumida pelo presidente Michel Temer. Os petistas querem a Polícia Federal investigando a ocorrência, que, por enquanto, está a cargo da Polícia Civil do Paraná.

O feriado da Semana Santa reduz a tensão no Congresso, que, inevitavelmente, deve ser retomado na próxima semana. Até lá, espera-se novidades nas investigações sobre os tiros políticos, no Paraná.

Enquanto isso, no Rio, no que diz respeito à questão Marielle Franco, a polícia informou, ontem, que as investigações avançaram. Quanto ao ministro Fachin, ele, agora, está sob a proteção da Polícia Federal.

É isso, no momento.

 

 

Política · Sociedade · Violência

Violência pode virar marca, para a história, das eleições 2018

Sérgio Botêlho

Enquanto o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, registrou queixa pública, nessa terça-feira, 27, contra ameaças que sua família estaria sofrendo, a caravana do ex-presidente Lula em peregrinação pelo Sul do país foi atacada a tiros, também nessa terça-feira, 27.

Antes disso, no dia 14 passado, a vereadora carioca Marielle Franco, filiada ao PSOL, foi assassinada no Rio de Janeiro, num crime até agora insolúvel, mas com nítidos contornos de uma execução motivada pela militância política da vítima.

Há quem tema a possibilidade de o pleito presidencial de 2018 transcorrer em clima de violência inusitada na história mais recente do país. Tudo isso, não bastasse a violência provocada pela criminalidade que apavora a Nação e que não tem estado de preferência.

Amanhã, quinta-feira, 29, é feriado em Brasília. Contudo, após a Semana Santa tem prevista a sessão do Supremo Tribunal Federal que vai julgar o habeas corpus interposto pela defesa de Lula contra a prisão do ex-presidente.

Dessa forma, será uma semana de intensa mobilização, tanto dos adversários quanto dos aliados de Lula, e, qualquer que seja o resultado do debate e da votação entre os ministros, haverá de restar insatisfação.

Também a próxima semana será a última para a mudança de partidos, quando vai ser possível enxergar melhor o quadro de candidatos presidenciais. A partir daí o quadro político tende a ficar cada vez mais tenso, no rumo da eleição de outubro.

A torcida é para que o clima esfrie um pouco a fim de que possamos ter uma campanha livre da violência. Porém, as perspectivas não são boas, com relação a isso. Melhor seria que todos os atos criminosos sejam, desde agora, devidamente punidos. Senão, a violência pode virar marca, para a história, das eleições 2018.

Política · Violência

Pauta da Câmara é dominada por Segurança Pública; senadores querem mais.

Plenário da Câmara dos Deputados

Os projetos de iniciativa popular podem ter sua concepção facilitada caso seja aprovado, pela Câmara, projeto de Lei do Senado que abre a possibilidade de coleta de assinaturas eletrônicas de eleitores para a apresentação desses projetos.

Atualmente somente é possível a coleta de assinaturas manuscritas para projetos de iniciativa popular. A proposta pode ser apreciada esta semana no plenário da Casa.

Outra proposta importante que pode ser votada esta semana, no plenário da Câmara, é a que cria o Sistema Único de Segurança Pública. A proposta visa integrar as ações dos diversos órgãos envolvidos no combate ao crime, prevendo operações combinadas e desencadeadas em equipe.

No projeto, também são previstas estratégias comuns para o trabalho de prevenção e no controle qualificado de infrações penais. E, ainda, compartilhamento de informações e intercâmbio de conhecimentos técnicos e científicos.

Outro projeto sobre segurança pública pautado é o que cria a Política Nacional de Dados e Informações Relacionadas à Violência contra as Mulheres com a finalidade de reunir, organizar, sistematizar e disponibilizar dados e informações referentes a todos os tipos de violência contra as mulheres.

A proposta conceitua violência contra a mulher como ato ou conduta praticados por razões da condição de sexo feminino que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada.

Apesar da pauta, senadores pedem pressa, aos deputados, para projeto que leva crimes de milícias para a Polícia Federal. O objetivo de apressar a tramitação do projeto, na Câmara, ganha ainda mais força diante do bárbaro assassinato da vereadora Marielle Franca, no Rio de Janeiro.

O projeto já foi aprovado no Senado e determina que a Polícia Federal será responsável por investigar crimes cometidos por milícias. Caso o projeto já houvesse sido aprovado, o assassinato de Marielle Franco seria automaticamente investigado pela Polícia Federal. Forte abraço a todos.

Política · Violência

Sinopse das revistas: Veja destaca relações entre homens e mulheres, avalia perspectivas jurídico-políticas de Lula, saúde de Temer, presídios e crise no RN

Revistas: Veja destaca relações entre homens e mulheres, avalia perspectivas jurídico-políticas de Lula, saúde de Temer, presídios e crise no RN
Veja aborda assédio sexual

Única revista a circular às sextas-feiras, a Veja dedica sua capa à questão das relações entre homens e mulheres no mundo atual, que, segundo destaca a publicação, “está passando por uma mudança radical”, o que pressupõe um “novo código de conduta entre os sexos”. A revista enfoca a questão do assédio sexual e da reação das mulheres.

A pubolicação aborda, ainda, em sua capa, o julgamento do ex-presidente Lula, que está marcado para o próximo dia 24, e se propõe a analisar “o que acontecerá com o ex-presidente se for absolvido, se for condenado por maioria ou se for condenado por unanimidade”.

Em suas páginas internas a Veja realça a iniciativas do Centro para encontrar um candidato, a situação de saúde do presidente Temer, a nova crise nas penitenciárias, e a crise vivida pelo Rio Grande do Norte.

*Veja*. *“O novo código de conduta entre os sexos. Na era da intolerância ao assédio e da crescente afirmação feminina, a convivência entre homem e mulher está passando por uma mudança radical. ”*. Essa é a matéria de capa da revista, com foto de rua, com destaque para uma moça passando e um rapaz, olhando.

*Outras chamadas de capa*:

“O labirinto de Lula. O que acontecerá com o ex-presidente se for absolvido, se for condenado por maioria ou se for condenado por unanimidade”.

*Destaques internos*:

“Entre a cadeia e o Planalto. O julgamento do ex-presidente Lula no próximo dia 24 pelo TRF4 decidirá o futuro do petista e os contornos do cenário das eleições presidenciais”;

“_Em busca do centro. A falta de empolgação do eleitor com pré-candidatos do campo do meio faz FHC admitir apoio a um não tucano e Maia se colocar como opção_”;

“Como vai o presidente. Temer é acometido por uma infecção urinária depois de três internações em três meses e sua saúde vira alvo de especulações em Brasília”;

“_“Feliz Ano-Novo aí”. Goiânia abre a temporada das rebeliões em presídios e, em mensagens no WhatsApp, presos comentam a festa regada a bebida alcoólica que antecedeu o motim_”;

“Epidemia de falências. Agora é a vez de os habitantes do Rio Grande do Norte sofrerem na pele as consequências dramáticas da inabilidade de seus governantes;

“_Não, senhores, não pode mais. Denúncias de assédio sexual e as novas condutas pautadas pelo feminismo fazem empresas vetar caronas, beijinhos e outras interações entre homens e mulheres_”.

 

 

Sociedade · Violência

Combate à violência: estamos agindo certo?

Sérgio Botêlho

A violência abre o ano de 2018 no Brasil mostrando a cara de quem vai fazer muito mal durante os próximos 364 dias. Rio e Goiás abriram a temporada de mortos e feridos por conta da criminalidade.

Não creio que haja desafio maior para as autoridades do que o combate à violência. E não creio, também, que as formas usadas até agora possam, de repente, alcançar um sucesso que nunca conseguiram.

A olhos nus, e, também, nas estatísticas, a violência apenas tem aumentado, apesar de leis cada vez mais rigorosas e do Exército na linha de frente de um combate que não cabe exatamente ao papel previsto constitucionalmente às forças armadas.

Portanto, até agora o que se tem feito no Brasil para combater a violência é mais do mesmo: polícia nas favelas, muito criminoso preso, os mais perigosos, isolados, e cada vez mais definições precisas de novos crimes, na lei, capazes, por sua vez, de levar mais gente à cadeia.

A ineficácia do combate à violência tem, ainda, fortalecido discursos justificadores equivocados de mais abertura para a compra de armas, no país, supostamente para fazer com os cidadãos possam se defender dos criminosos. Na verdade, a pior saída de todas.

Ao mesmo tempo, critica-se sempre mais fortemente o Judiciário, com acusações a juízes, desembargadores e ministros dos tribunais superiores como supostamente lenientes com o crime. O lado eficiente seria o da polícia, que prende, já que os juízes apenas soltam.

Para comprovar que a Justiça brasileira tem agido, de conformidade com a lei, é que o Brasil alcançou a expressiva marca, sem nenhum motivo para orgulho, de segundo país do mundo em número de presos, estes, amontoados em cadeias públicas e penitenciárias superlotadas.

Por outro lado, a polícia é a parte mais sacrificada nessa guerra insana e ineficiente contra as drogas, onde se continua apenas enxugando gelo. Todos os dias morrem policiais, difíceis de serem recrutados e treinados, o que não acontece com a tropa de traficantes.

Na verdade, a miséria é o espaço onde a violência costuma recrutar mais soldados. Quanto mais miséria, maior é o exército de reserva para a criminalidade. Todos os dias, novos assaltantes e traficantes ingressam no mundo do crime, suprindo, com vantagem, os que morrem ou são presos. A miséria não para, e o tráfico, também.

Algumas perguntas tão antigas quanto a vontade populista de levar mais gente ainda às cadeias continuam se impondo. Em primeiro lugar: o que estamos fazendo concretamente para reduzir as desigualdades sociais e regionais, no Brasil?

Outra pergunta: temos uma política correta, do ponto de vista do combate efetivo ao crime, a partir de nossa legislação antidrogas? Ou, ao invés de procurarmos aumentar os rigores da lei, já cabalmente revelada como medida ineficiente, não seria necessária a descriminalização das drogas?

Para os que consideram que a proposta de descriminalização das drogas não conseguirá por um fim ao consumo, se impõe outra pergunta: em que ano e onde houve queda no consumo de drogas, no Brasil, com a atual política para o setor?

Diferentemente disso, o que existe no Brasil, mesmo com todo o rigor da lei, é uma quantidade cada vez maior de gente na cadeia, e, mesmo assim, cada vez mais gente traficando drogas, porque tem cada vez mais gente consumindo, cada vez mais gente na miséria, num ciclo que não se esgota, nunca. Apenas, se expande.

O que seria mais importante, agora, dentro de uma política de redução de danos, diminuir o consumo ou trabalhar para desmantelar o tráfico, reduzindo, ao mesmo tempo, milhares de mortes de consumidores e, ainda, de gente inocente, nas mãos de traficantes impiedosos frente ao não pagamento das drogas?

Creio que essas são perguntas que continuarão sendo feitas, em 2018, e que devem ser respondidas com o máximo de pragmatismo possível, sem conjecturas hipócritas ou eleitoreiras, ideológicas ou meramente de cunho religiosas.

Isto, se quisermos tirar o Brasil desse quadro dantesco, do ponto de vista da violência instalada do Oiapoque ao Chuí.