Política

Governo mantém indicação de Cristiane Brasil e tenta reverter decisão contrária da Justiça. Judiciário busca estabelecer mais controle sobre sistema prisional

Brasília – A presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministra Cármen Lúcia, durante reunião para tratar da crise no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. O encontro está sendo realizado no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governo está trabalhando juridicamente para derrubar a decisão liminar da Justiça Federal do Rio de Janeiro que impede a posse da deputada federal Cristiane Brasil como ministra do Trabalho.

Cristiane Brasil foi confirmada no cargo pelo presidente Michel Temer após ter sido indicada pelo seu pai, ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, partido aliado do governo, e que tem o Ministério do Trabalho em sua cota de sigla da base.

Após a confirmação feita pelo presidente Temer, surgiram informações de que ex-motoristas da deputada haviam ganho processo, na Justiça do Trabalho, que obrigava Cristiane a pagar R$60 mil reais por obrigações não cumpridas em contrato de trabalho.

Foi o suficiente para que advogados ingressassem na Justiça Federal pedindo a suspensão da posse da parlamentar petebista. Os advogados alegaram incompatibilidade entre o cargo e a condenação.

A posse continua marcada para esta terça-feira, 09, e a expectativa é de que a justiça se pronuncie sobre o caso ainda hoje. O PTB, até agora, não retirou a indicação, e nem o governo, a confirmação.

Enquanto isso, a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, esteve nessa segunda-feira, 08, em Goiânia, para uma visita oficial ao presídio de Aparecida de Goiânia, mas, desistiu, após ser aconselhada, neste sentido, pelos juízes do Tribunal de Justiça.

Ainda na capital de Goiás, Cármen Lúcia resolveu tocar a ideia de criação de um cadastro nacional de presos, para ajudar no controle da população prisional e do cumprimento de penas, no país inteiro.

O STF tem consciência da gravidade do problema, exposto de forma dramática em sucessivas rebeliões, de Norte a Sul do Brasil, com centenas de mortes e de fugas, aumentando os problemas gerados pela violência, no país.

(Sérgio Botêlho)

Economia · Política · Sociedade

Marcha dos municípios: CNM dá início às inscrições

CNM inicia inscrições para Marcha dos Municípios

O mais importante evento do ano do movimento municipalista já está com as inscrições abertas no site da Confederação Nacional de Municípios (CNM). A entidade orienta prefeitos, secretários, vereadores e demais agentes municipais para que confirmem a participação na XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios e programem antecipadamente o deslocamento e a estadia na capital federal entre os dias 21 e 24 de maio, período em que será realizada a mobilização.

A entidade reforça que os participantes precisam estar atentos às orientações em razão da dimensão do evento que reúne anualmente milhares de agente municipais de todo o Brasil. Por isso, a recomendação da CNM é no sentido de que a compra de passagens, bem como reservas de hospedagem e demais serviços de hotéis sejam confirmados o quanto antes para evitar problemas de última hora.

 

Uma novidade neste ano implementada pela CNM é que os participantes poderão fazer o pagamento da inscrição por meio de boleto bancário. Essa medida atende a pedidos de anos anteriores e pretende viabilizar a participação dos municipalistas no evento em Brasília.

Presidenciáveis

A realização da Marcha neste ano é avaliada como muito importante para discutir a pauta prioritária, alternativas para os Municípios diante do atual cenário de crise econômica e também por ser um ano de eleições gerais. Em outubro, serão conhecidos os novos representantes no Congresso Nacional, nos Estados e o presidente da República. Antes disso, os candidatos à presidência da República terão a oportunidade de apresentar as suas propostas aos prefeitos e demais agentes municipais durante a Marcha. Está previsto um espaço na programação do evento para que os postulantes possam interagir e debater as demandas municipais.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, reitera a importância da participação de todos os municipalistas na mobilização e reforça que esse será o momento para pedir o compromisso de todos com o municipalismo. “Aproveito para convidar os senhores para a XXI Marcha onde vamos dar um pulo mais significativo na pauta municipalista e tentar aliviar o sofrimento dos Municípios. Vamos cobrar dos candidatos a presidente, a deputado e a senador para que eles se comprometam com a nossa pauta e com isso vamos buscar avanços”, orientou.

Para facilitar o acesso às informações da Marcha, a CNM lançou o hotsite do evento na rede mundial de computadores, vinculado ao portal institucional da entidade. Na página online é possível ter acesso a programação preliminar, ao vídeo sobre o evento e a convocação de Ziulkoski, além das inscrições e das fotos da edição de 2017 e de contagem regressiva para a abertura do maior evento mundial de autoridades municipais.

Ziulkoski reconhece que a atuação das entidades estaduais e das microrregionais é fundamental para garantir o sucesso do evento. Diante disso, ele conclama os líderes municipalistas para trabalharem juntos e para promoverem a maior Marcha da história, com conquistas reais e vitórias que refletem diretamente na qualidade de vida da população brasileira.

FONTE: CNM

 

 

Política · Violência

Sinopse das revistas: Veja destaca relações entre homens e mulheres, avalia perspectivas jurídico-políticas de Lula, saúde de Temer, presídios e crise no RN

Revistas: Veja destaca relações entre homens e mulheres, avalia perspectivas jurídico-políticas de Lula, saúde de Temer, presídios e crise no RN
Veja aborda assédio sexual

Única revista a circular às sextas-feiras, a Veja dedica sua capa à questão das relações entre homens e mulheres no mundo atual, que, segundo destaca a publicação, “está passando por uma mudança radical”, o que pressupõe um “novo código de conduta entre os sexos”. A revista enfoca a questão do assédio sexual e da reação das mulheres.

A pubolicação aborda, ainda, em sua capa, o julgamento do ex-presidente Lula, que está marcado para o próximo dia 24, e se propõe a analisar “o que acontecerá com o ex-presidente se for absolvido, se for condenado por maioria ou se for condenado por unanimidade”.

Em suas páginas internas a Veja realça a iniciativas do Centro para encontrar um candidato, a situação de saúde do presidente Temer, a nova crise nas penitenciárias, e a crise vivida pelo Rio Grande do Norte.

*Veja*. *“O novo código de conduta entre os sexos. Na era da intolerância ao assédio e da crescente afirmação feminina, a convivência entre homem e mulher está passando por uma mudança radical. ”*. Essa é a matéria de capa da revista, com foto de rua, com destaque para uma moça passando e um rapaz, olhando.

*Outras chamadas de capa*:

“O labirinto de Lula. O que acontecerá com o ex-presidente se for absolvido, se for condenado por maioria ou se for condenado por unanimidade”.

*Destaques internos*:

“Entre a cadeia e o Planalto. O julgamento do ex-presidente Lula no próximo dia 24 pelo TRF4 decidirá o futuro do petista e os contornos do cenário das eleições presidenciais”;

“_Em busca do centro. A falta de empolgação do eleitor com pré-candidatos do campo do meio faz FHC admitir apoio a um não tucano e Maia se colocar como opção_”;

“Como vai o presidente. Temer é acometido por uma infecção urinária depois de três internações em três meses e sua saúde vira alvo de especulações em Brasília”;

“_“Feliz Ano-Novo aí”. Goiânia abre a temporada das rebeliões em presídios e, em mensagens no WhatsApp, presos comentam a festa regada a bebida alcoólica que antecedeu o motim_”;

“Epidemia de falências. Agora é a vez de os habitantes do Rio Grande do Norte sofrerem na pele as consequências dramáticas da inabilidade de seus governantes;

“_Não, senhores, não pode mais. Denúncias de assédio sexual e as novas condutas pautadas pelo feminismo fazem empresas vetar caronas, beijinhos e outras interações entre homens e mulheres_”.

 

 

Economia · Política

Destaque: Boeing quer inclusão de área militar da Embraer em negócio das duas empresas e proposta deve gerar resistência no Brasil.

Boeing quer incluir setor militar da Embraer em negócio entre as duas empresas
Boeing quer incluir setor militar da Embraer em negócio entre as duas empresas

Sérgio Botêlho

Jornais da grande mídia abrem suas manchetes nesta terça-feira, 02, com 3 dos temas que estarão entre os mais destacados durante o ano: a violência, a política e a economia.

“Rebelião deixa 9 mortos em cadeia de Goiás Ano novo repete 2017 e começa com motins”, diz a manchete de O Globo. “Nome do PSDB tem de ter viabilidade eleitoral, diz FHC. O ex-presidente afirmou que o governador Alckmin ainda precisa provar ser capaz de aglutinar o centro do espectro político e de ‘transmitir uma mensagem’”, conta a manchete do Estadão. “Oferta da Boeing inclui área militar da Embraer. Acordo amplo deve sofrer resistências do governo, que teme por soberania”, informa a manchete da Folha.

*Outros destaques*

*ECONOMIA*. Alimentos, luz e gasolina serão vilões da inflação. Velocidade de trens no País é a menor em 15 anos. A renovação das concessões visa a estabelecer níveis de qualidade de serviço, além de multas altas se as metas não forem cumpridas. Transação acima de R$ 30 mil deve ser declarada à Receita Federal. Acima de todas as expectativas, venda de veículos cresce em 2017.

*POLÍTICA*. Lydia Medeiros: Cinco deputados federais devem deixar PMDB do Rio (a matéria, em O Globo) não nomeia os cinco. Metas de Crivella para o Rio ficam só no papel em seu primeiro ano (em O Globo).

*SAÚDE*. A partir de hoje, mais oito medicamentos para câncer e um remédio imunobiológico para esclerose múltipla terão de ser cobertos por planos de saúde, segundo rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (No Estadão).

*VIOLÊNCIA*. Com Exército em patrulha Natal vive dia de calmaria (Na Folha). Rebelião em Goiás mata 9, deixa 14 feridos e 106 presos escapam (Na Folha).

*INTERNACIONAL*. Protestos já têm 13 mortes e 400 detidos no Irã (Em O Globo). King Jong-um propõe o diálogo à Coreia do Sul (Na Folha).

*TEMER*. Presidente trata uretra a fim de evitar obstruções (Na Folha).

*LULA*. País não vai tremer se Lula for condenado (No Estadão). Mesmo sem candidato, Centro ataca populismo contra Lula e Bolsonaro (No Estadão). Dirigentes do PT aconselham Lula a se reaproximar do empresariado (Na Folha). PT fará ato extraoficial para abrir o viaduto Dona Marisa Letícia em SP (Na Folha).

 

 

Economia · Política · Violência

Projeções sobre a política brasileira e internacional apontam disputa feroz entre esquerda e direita

Expectativa geral para 2018: somos todos passageiros

Sergio Botelho

Neste 1º de janeiro de 2017, jornais chegam às bancas cheios de prospecções sobre as aspirações populares, a violência, a política e a economia, no país e no mundo, para 2018. “Reconstrução. Em Copacabana, público estimado em 3 milhões de cariocas e turistas celebra o novo ano com pedidos de mais segurança, empregos e um basta à corrupção”, conta a manchete de O Globo. Operações militares no País triplicam desde 1990. Levantamento do Estado mostra aumento das ações das Forças Armadas no combate ao crime nas ruas”, informa a manchete do Estadão. “Dois em cada três latinos terão novo governo em 2018. Com rumos díspares, países da região realizarão pleitos neste ano, sem promessa de ondas de esquerda ou direita”, avalia a manchete da Folha.

“Rio de Janeiro pode aprender com os erros. Resta saber se a classe política fluminense entende o que se passa, se percebe os erros cometidos e se, portanto, está disposta a não repeti-los”, provoca o editorial de O Globo. “Os primeiros obstáculos importantes à gestão eficiente das contas públicas em 2018 estão localizados no Legislativo e no Judiciário”, prevê o editorial do Estadão. “O país começa 2018 com perspectivas razoáveis na economia, mas sujeito a elevada incerteza política e ao risco de retrocessos”, analisa o editorial da Folha.

“2018 chegou. Mas o “enigma” das eleições, que há bom tempo vem regendo a política e, por tabela, a economia, ainda está longe de ser desvendado”, escreve a colunista Cida Damasco, do Estadão. “O destino político do Brasil e dos EUA depende como nunca do ecossistema digital. Hacking de urnas, exércitos de bots disseminados pelos russos, desinformação epidêmica na rede social são algumas das ameaças à democracia”, pondera a coluna Lúcia Guimarães, também do Estadão.

“O governo Temer vai recuar de uma decisão polêmica, o ministro Gilmar Mendes soltará mais um preso da Lava Jato e a pauta do Congresso se esvaziará durante o ano por causa das eleições”, diz o colunista Leandro Colon, da Folha. “Talvez nunca antes na história deste país o presidente da República no Brasil tenha sido tão poderoso quanto entre 2007 e 2014. De rei do pedaço, o presidente tornou-se quase bobo da corte. Até mesmo síndicos de massa falida precisam de algum poder de decisão”, defende o colunista Vinicius Mota.

Escândalos e virada à direita marcarão ano eleitoral na AL/_ Para o cientista político argentino Federico Merke, não há perspectiva de ondas de esquerda ou direita. “Vejo mais a disputa entre novo e velho, ideologia e pragmatismo”_/Eleitor de Bolsonaro é o mais ativo nas redes, diz Datafolha.  

Bondades de meio bilhão na Saúde: Ministro da Saúde, Ricardo Barros libera recursos de emendas parlamentares no penúltimo dia do ano/_Mesmo com promessa de reduzir pastas, ministérios subiram de 25 para 28 durante o governo Temer_/3 das 5 maiores economias da região irão às urnas — a Argentina ê exceção. México e Colômbia — onde não há reeleição —, além do Brasil, elegerão seus novos presidentes.

Usuários que estejam dispostos a reduzir o gasto de energia no horário de pico do consumo -que ocorre, com alguma variação por Estado, de 17h a 21h- poderão gastar menos com a conta de luz