Economia · Petrobras

Greve dos caminhoneiros caminha para inédito impasse

O dia amanhece outra vez sob forte expectativa envolvendo a greve dos caminhoneiros, no país, com fortes ameaças ao abastecimento de alimentos e de funcionamento dos sistemas de transportes públicos viários e aéreos.

Nesta quarta-feira, 23, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou a redução de 10% e congelamento por 15 dias no preço do diesel. A Câmara aprovou, à noite, a retirada dos impostos referentes ao PIS-Cofins sobre o diesel.

As medidas não agradaram aos grevistas, que anunciaram a continuidade do movimento, hoje. No início da manhã, várias ações dos caminhoneiros em rodovias indicam, mesmo, que o movimento prossegue, embora mais tarde haja possibilidade de nova deliberação.

A ação dos caminhoneiros tem movimentado, ainda, outras categorias profissionais que lidam com transporte, a exemplo de taxistas e mototaxistas que ensaiam mobilizações contra o preço da gasolina.

Pois bem. Ontem, foi preso o ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, do PSDB, por conta do chamado mensalão tucano. Também foi expedida ordem de prisão contra o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares.

Em Brasília, correm os últimos dias da mobilização nacional dos prefeitos reunidos na XXI Marcha dos Prefeitos a Brasília, em busca de mais recursos para os municípios, junto à União, e por royalties do petróleo.

Quem conseguiu importante manifestação de prefeitos em seu favor foi o senador Moka, do MDB do Mato Grosso do Sul, candidato único do partido ao Senado, nas eleições deste ano. 79 prefeitos, presentes ou não em Brasília, assinaram manifesto defendendo a reeleição do emedebista sul-mato-grossense ao Senado da República. No manifesto, os prefeitos alegam, na defesa de Moka, o apoio que o parlamentar vem oferecendo aos municípios no que se refere à destinação de verbas para obras e ações. A Marcha dos Prefeitos termina nesta quinta-feira, 24, hoje.

(Sérgio Botêlho)