Sociedade · Cultura · Internacional · Educação

ONU divulga guia com orientação favorável à igualdade de gêneros

Perto de completar dez anos, o guia “Orientações Técnicas de Educação em Sexualidade”, voltado para legisladores que trabalham na elaboração de currículos escolares no mundo todo, teve esta semana sua edição atualizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Em sua nova versão, a publicação enfatiza uma educação em sexualidade mais abrangente e de qualidade, de forma a promover saúde, bem-estar, respeito aos direitos humanos e igualdade de gênero, empoderando crianças e jovens para uma vida mais saudável, segura e produtiva.

O guia foi publicado no Brasil em 2014 com o título “Orientações Técnicas de Educação em Sexualidade para o Cenário Brasileiro”.

“Com base nas evidências científicas mais recentes, o guia ‘Orientações Técnicas de Educação em Sexualidade’ reafirma a posição da educação em sexualidade com base em diretrizes de direitos humanos e de igualdade de gênero”, disse a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay.

“Promove a aprendizagem estruturada sobre sexualidade e relacionamentos de uma maneira positiva e centrada no melhor interesse dos jovens. Ao enfatizar os componentes essenciais de programas efetivos de educação em sexualidade, o guia permite às autoridades nacionais desenhar um currículo abrangente que tenha impacto positivo na saúde e no bem-estar dos jovens.”

O guia técnico foi criado para apoiar as políticas públicas dos países no desenho de currículos precisos e apropriados à idade correspondente, envolvendo crianças e jovens de 5 a 18 anos.

Com base em uma análise das melhores práticas no mundo, o guia mostra que a educação em sexualidade ajuda os jovens a se tornar mais responsáveis em sua atitude e comportamento no que se refere à saúde sexual e reprodutiva. Também é essencial no combate à evasão escolar de meninas provocada por gravidez ou casamento precoce.

De acordo com a UNESCO, a educação em sexualidade é necessária uma vez que, em algumas partes do mundo, duas em cada três meninas dizem não ter ideia do que acontece com seu corpo quando começam a menstruar, e as complicações no parto são a segunda causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos.

O documento também desmente teorias segundo os quais a educação em sexualidade aumentaria a atividade sexual, o comportamento de risco e as taxas de infecção por HIV. Também apresenta evidências de que os programas de abstinência sexual não conseguem evitar a iniciação sexual precoce ou reduzir a frequência de relações sexuais e de número de parceiros entre jovens.

A publicação identifica uma necessidade urgente de educação em sexualidade abrange e de qualidade para fornecer informações e orientações aos jovens sobre a transição da infância para a vida adulta e sobre os desafios físicos, sociais e emocionais que enfrentam nesse processo.

Também analisa outras questões de saúde sexual e reprodutiva, que são particularmente difíceis durante a puberdade, incluindo acesso a contraceptivos, gravidez precoce, violência baseada em gênero, infecções sexualmente transmissíveis, HIV e AIDS.

O documento foi produzido por meio de colaboração entre Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), ONU Mulheres e Organização Mundial da Saúde (OMS)

FONTE: ONU

 

 

Internacional · meio-ambiente

Vida marinha: mundo em alerta com redução do nível de oxigênio nos mares

Oceano

Um novo artigo publicado na revista Science mostra que as concentrações de oxigênio no oceano estão caindo, não apenas como resultado das mudanças climáticas, mas também da poluição. Tal fenômeno representa uma séria ameaça para a vida marinha e para as populações cuja sobrevivência depende dos oceanos.

O estudo — realizado por uma equipe de cientistas da Global Ocean Oxygen Network, um novo grupo de trabalho criado pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO — destaca os maiores perigos para as comunidades oceânicas e costeiras e o que será necessário fazer para manter as águas da Terra saudáveis e produtivas.

Um novo artigo publicado na revista Science mostra que as concentrações de oxigênio no oceano estão caindo, não apenas como resultado das mudanças climáticas, mas também da poluição. Tal fenômeno representa uma séria ameaça para a vida marinha e para as populações cuja sobrevivência depende dos oceanos.

O estudo, compilado por uma rede de cientistas iniciada pela ONU, também enfatiza a importância de combater tanto as mudanças climáticas como a poluição para travar a expansão de zonas com baixo nível oxigênio no mundo.

“O oxigênio é fundamental para a vida nos oceanos”, disse Denise Breitburg, cientista do Centro de Investigação Ambiental Smithsonian, nos Estados Unidos, e principal autora do estudo. “O declínio do nível de oxigênio nos oceanos está entre os mais sérios efeitos das atividades humanas no meio ambiente terrestre”, declarou.

O estudo afirma que o nível de oxigênio dos oceanos e águas costeiras tem caído há ao menos 50 anos, principalmente por conta de atividades humanas que aumentaram a temperatura global e a poluição lançada nas águas costeiras.

Por exemplo, quantidade de água no oceano com zero oxigênio aumentou mais do que quatro vezes nos últimos 50 anos, enquanto em corpos d’água costeiros, incluindo estuários e mares, os locais com baixo oxigênio subiram mais de dez vezes desde 1950.

Com o aumento das temperaturas, o nível de oxigênio no oceano deverá diminuir ainda mais, o que ameaça a biodiversidade e resulta em crescimento atrofiado, doenças, sufocação e morte de muitos animais.

O estudo — realizado por uma equipe de cientistas da Global Ocean Oxygen Network, um novo grupo de trabalho criado pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO — destaca os maiores perigos para as comunidades oceânicas e costeiras e o que será necessário fazer para manter as águas da Terra saudáveis e produtivas.

Necessidade de combater as múltiplas causas

A mudança climática é uma clara culpada. Devido ao aumento das temperaturas, o aquecimento das águas superficiais torna mais difícil para o oxigênio alcançar o interior do oceano.

À medida que o oceano se aquece, a quantidade de oxigênio diminui. Nas águas costeiras, o excesso de poluição cria flores de algas, que drenam o oxigênio quando morrem e se decompõem. Mas há outras causas que precisam ser abordadas em conjunto com a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Para manter a queda de oxigênio sob controle, os cientistas disseram que o mundo precisa abordar a questão por três ângulos. O primeiro deles é enfrentar as causas: a poluição e a mudança climática.

Embora nenhuma dessas questões seja simples ou fácil, as etapas necessárias para resolver o problema podem beneficiar as pessoas e o meio ambiente. Melhores sistemas sépticos e de saneamento podem proteger a saúde humana e diminuir a poluição na água. Reduzir as emissões de combustíveis fósseis não só diminui os gases de efeito estufa e combate as mudanças climáticas, como reduz os poluentes perigosos do ar, como o mercúrio.

A segunda abordagem é proteger a vida marinha vulnerável. Com alguma redução dos níveis de oxigênio sendo inevitável, é crucial proteger peixes em risco de estresse adicional. De acordo com a equipe de cientistas, isso poderia significar a criação de áreas marinhas protegidas ou zonas sem capturas nas áreas que os animais utilizam para escapar do baixo oxigênio, ou focar a pesca em peixes que não estejam ameaçados pela queda de níveis de oxigênio.

Também é necessário melhorar o rastreamento de áreas com baixo oxigênio em todo o mundo. Os cientistas têm uma boa compreensão de quanto oxigênio o oceano pode perder no futuro, mas não sabem exatamente onde essas zonas de baixo oxigênio baixo estarão localizadas.

O monitoramento aprimorado, especialmente nos países em desenvolvimento, e os modelos numéricos ajudarão a identificar quais locais correm maior risco e determinar as soluções mais eficazes.

O que a ONU está fazendo para abordar o problema?

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 14 visa a “conservar e usar os oceanos, mares e recursos marinhos de forma sustentável para o desenvolvimento sustentável”.

Por meio de uma ampla gama de iniciativas, as Nações Unidas estão liderando os esforços globais para ampliar a cooperação para a proteção dos oceanos do mundo. No mês passado, a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução para convocar negociações para um tratado internacional de proteção de ambientes marinhos.

Durante a conferência ambiental da ONU em Nairóbi, no Quênia, em dezembro do ano passado, delegados das Nações Unidas aprovaram uma resolução com o objetivo de enfrentar ameaças como a poluição dos oceanos e o descarte de plásticos no ambiente marinho. Entre outras medidas, o acordo também visa à formação de uma força tarefa internacional que irá assessorar os países sobre formas de combater a poluição marinha.

A presidência fijiana da COP23 também lançou uma iniciativa para melhorar a saúde dos oceanos e proteger os ecossistemas ameaçados pela mudança climática na conferência anual sobre mudança climática de Bonn, na Alemanha, em novembro do ano passado.

Além disso, a ONU realizou a conferência de alto nível sobre os oceanos no ano passado com o objetivo de mobilizar esforços para reverter o declínio da saúde dos oceanos em benefício das pessoas, do planeta e da prosperidade.

FONTE: ONU

 

Vida marinha, meio ambiente, oxigênio no mar, ONU,

Cultura · Internacional

ONU oferece bolsas de estudo para Direito Internacional em Haia

Crédito da foto: ONU

Curso será ministrado no Palácio da Paz em Haia (Holanda) entre 25 de junho e 3 de agosto e está aberto para profissionais com experiência em direito internacional. As aulas serão em francês e o prazo de inscrição se encerra em 29 de janeiro de 2018.

As Nações Unidas oferecem bolsas de estudo para curso de direito internacional no âmbito do Programa de Bolsas de Direito Internacional das Nações Unidas (ILFP, na sigla em inglês).

O curso será ministrado no Palácio da Paz em Haia (Holanda) entre 25 de junho e 3 de agosto de 2018 e está aberto para profissionais com experiência em direito internacional de países em desenvolvimento e países com economias emergentes. As aulas serão em francês e o prazo de inscrição se encerra em 29 de janeiro de 2018.

As bolsas contemplam todas as despesas de passagem, seguro-saúde, matrícula, acomodação, material do treinamento e diárias para os candidatos selecionados.

Todas as informações estão em http://www.un.org/law/ilfp – incluindo um espaço de contato para eventuais dúvidas, que devem ser direcionadas exclusivamente por meio desse site.

FONTE: ONU

 

 

Cultura · Economia · Internacional · Música

Coreia do Sul: BTS ou Beyond The Scene estoura no mundo. Brasil: Anitta segue na trilha.

Bangtan Boys ou Beyond The Scene
BTS ou Bangtan Boys ou Beyond The Scene

Sérgio Botêlho

Há um fenômeno pop em ascensão no mundo, que, junto com ele, vem carregando o seu país de origem a reboque, para o bem da cultura e da economia local. Esse fenômeno chama-se BTS, ou, Bangtan Boys ou Beyond The Scene

Trata-se de uma banda sul-coreana formada por jovens que fazem coreografias no palco debaixo de feéricos jogos de luzes e efeitos visuais, que estão enlouquecendo os jovens ao redor do mundo. Uma velha fórmula que continua dando certo.

Suas músicas misturam o inglês com o sul-coreano, repetindo uma prática que vem sendo utilizada por grupos musicais de vários países, buscando, com isso, alcançar, pelo inglês, o maior número de pessoas possíveis, ao redor do mundo, levando a reboque a língua pátria.

Nas redes sociais, o sucesso da banda fica bem claro, no Brasil, com o sucesso da hashtag #BrasilPromoveBTS, pelo qual as jovens fãs locais, que se chamam B-Armys (com seu canto próprio chamado “fanchant”), estão promovendo o grupo para despertar o interesse em traze-los para uma turnê pelo país.

O BTS é composto por sete jovens, todos da Coréia do Sul, a saber: Jin, Suga, J-Hope, RM (Kim Nam-joon), Jimin, V (Kim Tae-hyung) , e Jungkook. Formado em 2013, o ano de 2017 parece ter sido o de maior prestígio internacional.

O bem que faz à economia da Coreia do Sul a ascensão internacional do grupo deve ser espetacular. Penso que é o mesmo bem que pode fazer, ao Brasil, a ascensão de Anitta, no cenário internacional.

É o mesmo bem que por exemplo fizeram ou fazem, ao Brasil, artistas do quilate de Tom Jobim, maestro Moacir, João Gilberto, Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Caetano Veloso, entre outros.

Não somente na música, mas, também, no cinema, é hora de o Brasil dar mais atenção ao seu segmento cultural buscando, principalmente, ficar bem longe de manifestações de ódio e de intolerância alicerçados em ideologias ou em dogmas religiosos absolutamente inúteis.

 

 

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