Sociedade

Prisão de Lula, perspectivas e cautela política

Crédito da foto: Agência Câmara
Sessão do Congresso Nacional nesta terça-feira, 03, durou seis horas

Sérgio Botêlho

Difícil resumir a situação política do país, neste momento, após a prisão do ex-presidente Lula. Em primeiro lugar, porque o ex-presidente aguarda uma nova decisão do Supremo Tribunal Federal, em plenário dessa quarta-feira, 11, sobre prisão em segunda instância.

Na última sessão do STF, apenas o habeas corpus de Lula foi julgado, quando, por 6 X 5, os ministros negaram o pedido, com base em decisão de 2016, do próprio tribunal, favorável à prisão em segunda instância, o que permitiu a ordem expedida por Moro.

Mas, em seu voto, a ministra Rosa Weber, determinante no resultado de 6 X 5, e que votou em função do que fora decidido anteriormente pelo colegiado, sobre segunda instância, deixou claro que na apreciação do mérito, votaria contra a prisão em segunda instância.

Pois, é exatamente isso o que vai estar em debate na próxima quarta-feira, depois de amanhã, no pleno do Supremo. Os ministros vão decidir se mantêm ou revogam a possibilidade de prisão em segunda instância.

Se a ministra Rosa Weber mantiver sua promessa, cai a prisão em segunda instância e um novo pedido de habeas corpus de Lula cresce em chance de ser atendido, já que ele é um condenado, por enquanto, apenas em segunda instância.

Essa é uma questão. A outra, é que ainda reina a perplexidade, entre os políticos, sobre o que vai efetivamente acontecer de mudança no quadro pré-eleitoral, com a possível saída de Lula do páreo.

Por conta disso, os políticos estão se impondo o acautelamento. Até na parte mais extrema da direita, a cautela está vigente, já que, segundo o noticiário, Bolsonaro aspira conquistar alguns votos lulistas, caso o ex-presidente venha mesmo a ser impedido de concorrer.

Afinal, em política, é costume dizer que quando a gente fecha a porta, deixa a janela aberta. Numa eleição tão difícil como a deste ano de 2018, se incompatibilizar totalmente com parcelas do eleitorado pode ser fatal para postulantes, a qualquer cargo.

Pois bem. Voltando ao depois de amanhã, no STF: eis outro momento vital para a eleição 2018. Caso seja confirmada a possibilidade de o indivíduo ser preso após condenação em segundo grau, então, vem chumbo grosso por aí.

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